Quarta, 21 de Abril de 2021 20:27
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Saúde Tecnologia

Franceses criam teste rápido para COVID-19 que pode ser lido em smartphone

No estudo inicial envolvendo 300 amostras, o teste se mostrou tão preciso quanto um PCR para resultados positivos e negativos.

27/02/2021 17h24 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: The Guardian
Franceses criam teste rápido para COVID-19 que pode ser lido em smartphone

Uma das medidas mais importantes para controlar a disseminação do SARS-CoV-2 é identificar, de maneira rápida e segura, casos da COVID-19, evitando a propagação da doença. Frente a isso, especialistas do mundo inteiro buscam maneiras cada vez mais práticas de fazer o teste. E foi pensando nisso que pesquisadores das universidades de Lille e Marseille e do centro nacional francês de pesquisa científica CNRS desenvolveram um teste eletroquímico, com resultado em dez minutos.

No estudo inicial envolvendo 300 amostras, o teste se mostrou tão preciso quanto um PCR para resultados positivos e negativos. Mas o grande diferencial é que o teste não requer processamento em laboratório e o resultado pode ser lido em um smartphone.

“Poderia ser produzido em massa muito rapidamente e tem aplicação óbvia em hospitais e aeroportos, mas também para médicos de família e farmacêuticos”, observou David Devos, professor de farmacologia da Universidade de Lille.  Os testes de PCR são a forma mais confiável e amplamente usada de detectar COVID-19, mas são caros e, como devem ser processados ​​em condições de laboratório, os pacientes geralmente precisam esperar até 48 horas pelo resultado.

O protótipo francês, chamado CorDial-1, usa uma tecnologia totalmente diferente. Minúsculas partículas de anticorpos, conhecidas como nanocorpos, são imobilizadas em um eletrodo para se tornarem um “biossensor eletroquímico”, de acordo com o que explicou Sabine Szunerits, professora universitária de Lille e especialista em nanomedicina e biossensores.

No caso do CorDial-1, que vai passar por um teste de três meses em 1 mil pessoas, os nanocorpos são retirados de camelos, lhamas e alpacas, porque eles são mais estáveis ​​do que anticorpos de outros animais.

Vale observar que os nanocorpos detectam a proteína spike do coronavírus em uma amostra biológica e reagem, alterando a corrente elétrica no eletrodo. Essa mudança é medida por um dispositivo e exibida em tempo real na tela de um smartphone conectado. A altura do sinal indica se a amostra foi positiva ou negativa, e também deve ser capaz de medir a carga viral e lidar com as mutações do vírus.

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