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Saúde Covid-19

Benefícios da atividade física para imunidade à gravidez

Mulheres grávidas correm o risco de agravar a Covid-19 e, mais do que nunca, precisam cuidar de si mesmas

09/10/2020 14h54 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Time24h
Benefícios da atividade física para imunidade à gravidez

 

Desde que o primeiro caso de coronavírus foi confirmado na América em 21 de janeiro nos Estados Unidos até 14 de setembro, houve 60.458 casos confirmados de Covid-19 em mulheres grávidas no continente, incluindo 458 mortes em 14 países, de acordo com a última atualização do Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil foram 2.256 casos, com 135 óbitos, taxa de mortalidade de 6%, muito superior à média de 0,76% do total no continente, entre gestantes, e o dobro da média da população brasileira completa, de 3% (148.304 mortes em 5.002.357 casos até 7 de setembro).

Números como esses levaram organizações de saúde como a OPAS a incluir a gravidez como um fator de risco para hospitalizações e morte em casos de Covid-19. Afinal, durante a gravidez as mulheres passam por diversas modificações no corpo e no sistema imunológico. Por isso, a ginecologista e obstetra Anne Caroline Andrade lembra que é ainda mais importante cuidar da saúde física e mental desse grupo para enfrentar a pandemia. E a atividade física é parte fundamental desse cuidado.

- De acordo com as diretrizes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, as gestantes devem fazer pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica e musculação de intensidade moderada. Idealmente, essa atividade deve ser dividida em três vezes por semana para obter os benefícios desejáveis. É quando consideramos gestantes que não têm contraindicações para a prática de exercícios físicos - comenta Andrade.

Benefícios do esporte durante a gravidez

Melhora a disposição;

Contribui para o controle de peso;

Atua na prevenção de doenças como diabetes gestacional;

Tem um impacto importante na prevenção da depressão pós-parto;

Auxilia as mães que desejam ter um parto normal, pois a prática de atividades físicas pode reduzir o tempo de trabalho de parto;

Alguns exercícios direcionados especialmente para a região do assoalho pélvico ajudam a prevenir a incontinência urinária;

Melhora a postura do paciente, para fugir da famosa lombalgia de que tantas grávidas se queixam, causada pelo “peso” da barriga e pela alteração do andar;

Aumenta a oxigenação da placenta, onde o bebê recebe nutrientes e oxigênio;

Melhora a circulação sanguínea, promovendo a redução do edema e reduzindo o risco de desenvolver hipertensão gestacional.

A recomendação do médico é que, neste momento de distanciamento social devido à pandemia, principalmente de grupos de risco como as gestantes, as futuras mães se adaptem à nova rotina. E dá cinco dicas:

Para começar, você deve fazer um aquecimento muscular e tentar fazer aulas online, sob a orientação de um profissional, em modalidades como pilates e ioga;

Deve-se sempre lembrar de usar roupas adequadas;

Procure se manter hidratado e com uma alimentação balanceada;

Não se esqueça de limpar as mãos após os exercícios, evitando tocar nos olhos, nariz e boca, além de praticar a etiqueta respiratória;

Se houver algum desconforto durante os exercícios, suspenda a atividade e converse com o médico a respeito.

O ginecologista e obstetra Ricardo Ferraz afirma que as consultas de pré-natal devem continuar durante a pandemia para a segurança da mãe e do bebê. Porém, algumas providências devem ser tomadas pelo médico, entre elas, o criterioso agendamento das consultas: Ferraz recomenda que a sala de espera tenha apenas uma gestante, sem acumular com outros pacientes.

- Outro detalhe importante é que a gestante deve entrar na sala sozinha, para evitar a movimentação e circulação de muitas pessoas neste ambiente de escritório. E entre as consultas, limpar o local - avisou o médico.

Segundo a médica, são poucos os estudos aos quais os profissionais de saúde têm acesso em relação à covid-19, justamente por se tratar de uma doença muito nova. Portanto, é difícil dizer se as mães com teste positivo para o vírus podem ter bebês infectados.

- Porém, nos estudos realizados e nos partos realizados e relatados, nenhum bebê nasceu contaminado. O vírus não foi encontrado no líquido amniótico nem nas fezes - ressaltou Ferraz.

Amamentação na pandemia

Se o teste da mãe for positivo, o bebê ainda deve ser amamentado. A ginecologista lembra a importância do leite materno, sem deixar de alertar sobre alguns cuidados: entre eles, o uso da máscara pela mãe durante a amamentação e em outros momentos com o bebê, enquanto ela faz o teste positivo para o vírus.

- Sempre que houver contato entre a mãe e o bebê, ela deve usar a máscara. A distância entre mãe e filho é um pouco difícil de manter, mas a higienização das mãos deve ser constante, a cada vinte a trinta minutos, com água e sabão. Além disso, o uso de álcool gel toda vez que pegar o bebê - disse.

As medidas de higiene aplicam-se mesmo a mães não infectadas.

Exercícios para mulheres grávidas

O especialista em treinamento de fisiologia e força e personal trainer Alisson Lopes preparou uma série de exercícios específicos para mulheres grávidas fazerem em casa durante a quarentena:

1. Agachamento “Sumo”

Material: apoie um halter ou sacola de 2 kg acima do peito e, após três meses, aumente para 3 kg.

Recomendação: fortalecer glúteos, coxas e paravertebrais.

Como realizar: agachar com as pernas afastadas e os pés abduzidos, projetar os quadris para trás (movimento natural ao sentar em uma cadeira). Posicione os joelhos na direção dos pés e levante-se.

2. Deslizamento dos braços

Material: use a parede.

Recomendação: fortalecer e alongar a articulação do ombro, cintura escapular e tórax.

Como executar: apoie os glúteos, costas, braços, antebraços e mãos na parede. Coloque os braços para cima, em um ângulo de 90 graus, e deslize-os lentamente para cima e para baixo, sempre da altura dos ombros para cima. Tome cuidado para que as omoplatas e as costas permaneçam ativas.

Material: esteira ou tapete

Recomendação: fortalecimento glúteo, assoalho pélvico e estabilizadores de quadril.

Como executar: deitado, apoie os pés no chão, com os joelhos flexionados, tronco e cabeça apoiados. Levante os quadris o mais alto que puder sem remover as omoplatas. Ao chegar ao topo, contraia os glúteos por três a cinco segundos e retorne ao solo. Repita o movimento de acordo com o seu nível de condicionamento (ou siga as recomendações gerais que serão fornecidas abaixo).

Material: toalha (ou minibanda) e suporte fixo;

Recomendação: fortalecimento da região dorsal, trapézio inferior e músculos anteriores do braço, músculos que serão muito solicitados após o nascimento do bebê.

Como fazer: passe uma toalha grande sobre o ponto fixo (grade de portões ou janelas no meio), segure as duas pontas e, recostando-se, puxe os braços ao longo do corpo até ficar praticamente em pé.

A orientação é que, antes de iniciar os exercícios, peça a liberação do seu médico.

- A quantidade pode variar de gestante para gestante e neste caso é aconselhada uma avaliação física, que contém uma boa anamnese, análise das informações e prescrição individualizada - explica Alisson.

Em geral, o valor pode variar de:

1 a 2 (séries) de 15 a 20 repetições (iniciante)

3 a 4 (séries) de 15 a 20 repetições (intermediárias)

5 a 6 (séries) de 15 a 20 repetições (avançado)

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