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Saúde Pandemia

Obesidade e Covid-19: uma relação descendente

Estima-se que uma alta porcentagem da população que vai contrair coronavírus coincida com a de pessoas que têm IMC acima de 25

23/09/2020 09h36
Por: Redação Fonte: Time24h
Obesidade e Covid-19: uma relação descendente

A obesidade é uma doença crônica que afeta um grande número de pessoas em todo o mundo. É caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode causar sérios problemas de saúde - e até levar à morte. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando os que estão acima do peso, o total chega a quase 75 milhões. Em uma população de 210 milhões, 75 milhões de pessoas com obesidade são um problema de saúde pública.

A obesidade é um fator de risco para uma série de doenças: os obesos são mais propensos a desenvolver hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 e problemas físicos, como artrose, vesícula biliar, artrite, cansaço, refluxo esofágico, intestino e tumores da vesícula biliar - e a lista não para por aí.

A prevenção da obesidade envolve a conscientização sobre a importância da atividade física e alimentação adequada. Sedentarismo, alimentação com poucos vegetais e frutas, excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar - tudo isso aumenta o número de obesos, em todas as faixas etárias - até crianças.

Dadas as taxas extremamente altas de obesidade em todo o mundo, espera-se que uma alta porcentagem da população que contrairá coronavírus coincida com a de pessoas que têm um IMC acima de 25. Além disso, pessoas com obesidade que adoecem e requerem cuidados intensivos apresentam desafios em seu tratamento do paciente. Afinal, é mais difícil intubar pacientes com obesidade; pode ser mais difícil obter imagens diagnósticas (pois há limites de peso nas máquinas de imagens); são pacientes mais difíceis de posicionar e transportar pela equipe de enfermagem; e são considerados mais difíceis de acompanhar em unidades de terapia intensiva.

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A obesidade ganha cada vez mais destaque à medida que a Covid-19 avança no mundo ocidental. Para se ter uma ideia, dados do NHS (serviço de saúde inglês) mostram que mais de 70% das pessoas na UTI da Covid-19 estão acima do peso; destes, quase 40% têm menos de 60 anos.

Nestes meses de pandemia, o sedentarismo teve consequências claras ao nível do ganho de peso, não só pela diminuição da actividade física mas também pelos novos e antigos hábitos alimentares, que assumiram e quebraram o rigor e regularidade das dietas. Isso significa que a obesidade piora o prognóstico de Covid-19 em nível individual e Covid-19 piora a obesidade em nível de saúde da população.

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