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Cotidiano Luto

Policiais civis executados em Campo Grande investigavam furto de joias

Um dos bandidos morreu em confronto durante a madrugada desta quarta-feira (10)

10/06/2020 09h49 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação Fonte: Midiamax
Policiais civis executados em Campo Grande investigavam furto de joias

A morte de qualquer policial é uma tragédia para a sociedade que ele serve. A Coluna Supinando deseja as mais profundas condolências aos familiares e aos amigos dos policiais civis, Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos e Jorge Silva dos Santos e seus colegas que estarão em pedaços neste momento.

O caso

Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos e Jorge Silva dos Santos, 50 anos executados a tiros na tarde desta terça-feira (9) em Campo Grande, estariam investigando um furto de joias em uma residência na Euclides da Cunha, quando foram assassinados com tiros na cabeça, por Ozéias Silveiras Morais,que acabou morto em confronto durante a madrugada desta quarta-feira (10).

Segundo informações, os dois policiais faziam as investigações do furto na residência e Willian Duarte Cormelato e Ozéias seriam suspeitos do crime, sendo que eles teriam sido encontrados em suas respectivas residências, e como Willian tinha um mandado por causa de violência doméstica acabou sendo algemado e levado.

Já Ozéias que era outro suspeito do furto, mas não tinha mandado contra ele acabou sendo levado como ‘testemunha’ pelos policiais, que tentavam seu encaminhamento para a delegacia para a apuração do crime na residência na Euclides da Cunha. Como a Lei do Abuso de Autoridade não permitia que fosse algemado, já que estava sendo conduzindo como ‘testemunha’ acabou sendo colocado na viatura descaracterizada sem as algemas.

Mas, ao perceber que seria levado para a delegacia executou os dois policiais com tiros na cabeça. Willian já tinha passagens por furtos e tráfico, e violência doméstica. Já Ozéias também era conhecido por crimes de tráfico de drogas.

Ozéias foi morto durante a madrugada desta quarta (10), em confronto com policiais que estavam a sua procura depois dos assassinatos. Ele foi encontrado no bairro Santa Emília, na casa de um conhecido. Ao ver os policiais efetuou disparos e acabou sendo atingido. Ele ainda chegou a ser socorrido, mas morreu.

Os policiais civis foram mortos com tiros na cabeça quando faziam a condução dos dois homens. Após o crime, a dupla fugiu em um veículo Honda HR-V, e Willian foi preso pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) na região do Guanandi.

Durante o velório dos policiais nesta manhã (10), o Delegado Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas, disse que as mortes infelizmente foram ocasionadas devido à Lei de Abuso de Autoridade. O atirador estava sendo conduzido como testemunha e sem algemas, pois, a casa em que ele fazia segurança foi alvo de furto em seu período de trabalho. 

Segundo Vargas, o vigilante Ozéias Silveiras, de 44 anos, matou os agentes porque estava armado e agiu com estrema covardia não dando oportunidade de defesa às vítimas. Ele não tinha ordem de prisão e era conduzido somente para ser ouvido na Delegacia. Por ser trabalhador e se identificar como filho de policial militar, Ozéias foi considerado sem periculosidade pelos agentes.

“Não foi utilizado o emprego de algema pelas características. A ação foi normal de condução à Delegacia, até por conta da lei de abuso de autoridade que veda o emprego de algemas às pessoas que não estejam efetivamente presas e que aparentemente não apresentem riscos. E era o que o fato se enquadrava, ninguém esperava essa reação e que o rapaz estivesse armado”, disse o delegado.

Apoio do governador

O delegado disse que o momento é muito triste e que, após os homicídios, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) determinou que todas as forças se unissem logo após a execução dos policiais.

Vargas afirma que o governo do estado prestou todo apoio aos policiais

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