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Dieta & Suplementação Corpo saudável

Exercícios físicos para conter o apetite

Estudo mostrou que mecanismos dizem ao nosso corpo para secretar menos hormônios que estimulam a fome permanecerem inativos

21/05/2020 10h16 Atualizada há 6 dias
Por: Redação Fonte: MedicalNew
Exercícios físicos para conter o apetite

Em nossas rotinas de exercícios físicos, nossos corpos ficam quentes e começamos a nos sentir corados. Mas algo mais acontece: nosso apetite diminui após o treino. Pesquisadores americanos decidiram explorar exatamente por que e como isso acontece.

Estudos já mostraram que o exercício aeróbico - como correr, andar de bicicleta e nadar - diminui o apetite, alteram os níveis de hormônios que conduzem o nosso estado de fome. No entanto, os mecanismos biológicos subjacentes que são acionados e que dizem ao nosso corpo para secretar menos hormônios que estimulam a fome permanecerem inativos.

Mas, recentemente, um pesquisador decidiu tomar medidas para entender o que acontece no corpo após um treino decente. Young-Hwan Jo, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, no Bronx, Nova York, ficou intrigado com a maneira como suas corridas regulares de 45 minutos sempre o deixavam almejando menos comida do que o habitual.

Ele acreditava que o fato de o calor do corpo aumentar durante o exercício pode desempenhar um papel na sinalização ao cérebro de que o apetite precisa diminuir. Ele pensou que o processo poderia ser semelhante ao que acontece no corpo quando ingerimos alimentos muito condimentados.

Sensações de calor diminuem o apetite

Quando comemos alimentos que contêm pimenta, nossa temperatura corporal parece subir e nosso apetite diminui. Isso ocorre porque elas contêm um composto chamado “capsaicina”, que interage com os receptores sensoriais (receptores TRPV1) no corpo, provocando a sensação de estar quente e corado.

A capsaicina também demonstrou criar uma diminuição no apetite, o que tornou esse composto um alvo de pesquisas para tratamentos para perda de peso.

Seguindo essa linha de pensamento, Jo se perguntou se o aumento do calor corporal após o exercício poderia não estimular os neurônios nas áreas do cérebro responsáveis ​​pela homeostase, a regulação dos processos corporais básicos, incluindo a alimentação.

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