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Saúde Pandemia

Fumantes correm maior risco de infecção com por Covid-19?

Há uma relação muito forte do tabagismo com o agravamento das condições dos pacientes que se infectam pelo novo coronavírus

20/05/2020 15h22
Por: Redação
Fumantes correm maior risco de infecção com por Covid-19?

É provável que os fumantes sejam mais vulneráveis ​​ao COVID-19, pois o ato de fumar significa que os dedos (e possivelmente os cigarros contaminados) estão em contato com os lábios, o que aumenta a possibilidade de transmissão do vírus de mão para boca. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria bastante o risco de doença grave.

Há uma relação muito forte do tabagismo com o agravamento das condições dos pacientes que se infectam pelo novo coronavírus, como o aumento maior da letalidade. Fora esses riscos relacionados ao hábito de fumar, o diretor-executivo da Fundação do Câncer também chama a atenção para o fato de o vírus se disseminar com facilidade, através de gotículas contaminadas de saliva.

Em outras palavras, nem pense em compartilhar, por exemplo, um narguilé. “É um mecanismo de disseminação do vírus muito alto, a ponto de países como o Irã proibirem seu uso em bares e ruas pela possibilidade de propagação, porque passa de boca em boca. Também é uma associação muito perigosa”, destaca Maltoni. O mesmo problema ocorre em relação ao uso dos cigarros eletrônicos.

Estudos

Segundo uma análise feita na China que comparava grupos de fumantes e não fumantes infectados pelo coronavírus, a doença teve evolução mais grave e um índice maior de letalidade no grupo tabagista. “Alguns artigos mostraram 1,5 vez mais, outros 2,4 vezes mais. Ou seja, você mais do que duplica a chance de a doença se agravar e duplica os óbitos em relação ao grupo que não fuma”, alerta Maltoni.

Condições que aumentam as necessidades de oxigênio ou reduzem a capacidade do corpo de usá-lo adequadamente colocam os pacientes em maior risco de doenças pulmonares graves, como pneumonia.

Nicotina X COVID-19

Publicado no final de abril, um estudo realizado com 480 pacientes que tiveram resultados positivos para a COVID-19 em um hospital de Paris, na França, sugeria que a nicotina poderia trazer um efeito preventivo contra a infecção respiratória. No entanto, essa possibilidade é amplamente questionada pela comunidade científica.

A OMS também se posicionou contrária a estudos favoráveis à adoção de substâncias como a nicotina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Embora sem se referir especificamente a um trabalho francês que defende a nicotina como proteção à COVID-19, a organização alerta cautela em adotar esse tipo de recomendação, antes que sejam confirmados e checados os bons resultados.

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