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Cuidados com os idosos durante a pandemia

Pratique o distanciamento social, mas não o isolamento social

13/05/2020 15h16
Por: Redação Fonte: Unicef/Dignus
Cuidados com os idosos durante a pandemia

A pandemia da doença de coronavírus (COVID-19) trouxe medo e incerteza sem precedentes, especialmente entre adultos mais velhos.

Os idosos dependem mais da conexão social do que a maioria e agora precisam mais do que nunca. Os idosos e os aposentados às vezes precisam de uma ajuda e também precisam ter pessoas ao seu redor. Com a Índia praticando um bloqueio nacional e os idosos vulneráveis ​​ao distanciamento social podem estar se sentindo mais sozinhos do que o habitual.

Existem várias razões pelas quais os idosos são um pouco mais vulneráveis ​​- eles têm mais condições crônicas do que as pessoas mais jovens, e o envelhecimento do sistema imunológico dificulta o combate a doenças, infecções e vírus. As recuperações são geralmente mais lentas e mais complicadas.

Muitos de nós estamos preocupados com nossos entes queridos, que são mais velhos e moram longe de nós. Eles podem enfrentar ansiedade porque vivem sozinhos, têm renda fixa ou pensão, não dirigem mais e não podem usar o transporte público, seus exames de saúde de rotina estão atrasados. Eles também poderiam ter depressão não diagnosticada ou mal administrada. Para milhões de idosos, o COVID-19 ampliou suas preocupações já existentes.

Os lares e centros de acolhimento devem realizar “atividades físicas leves” com os idosos várias vezes ao dia para “interromper o tempo sentado” e reforçar o seu organismo, sobretudo em tempos de confinamento, defende a Faculdade de Motricidade Humana.

No âmbito de um programa de investigação, a Faculdade de Motricidade Humana (FMH) verificou que o facto de as pessoas, principalmente as mais velhas, estarem muito tempo sentadas nos lares e nos centros de acolhimento tem “um drástico efeito na redução da massa muscular” e no aumento da obesidade abdominal, que tem “efeitos piores na saúde do que a adiposidade nas outras regiões do organismo”.

A redução da massa muscular tem “um impacto muito grande na independência funcional” dos idosos que tendem “a limitar a possibilidade de fazerem as tarefas básicas”, como se deslocam ou transportam pequenos objetos, disse hoje à agência Lusa o diretor do Laboratório de Exercício e Saúde, Luís Bettencourt Sardinha.

A FMH fez um estudo recente com um grupo de idosos em que num momento estiveram sentados sete horas seguidas, “o que simula muitas vezes aquilo que infelizmente acontece em muitos espaços confinados”, e noutro momento em que tinham de levantar-se de 30 em 30 minutos durante dois minutos para fazer “atividades muito leves” como ligeiras flexões das pernas e subir e descer cinco lanços de escadas.

A investigação observou que a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) era 9% inferior após uma refeição na circunstância experimental em que as pessoas interromperam o tempo sentado somente durante dois minutos.

Outra investigação do Laboratório de Exercício e Saúde também verificou que “por cada interrupção de atividade física leve por cada hora, foi observado um decréscimo de cerca de 7% na obesidade abdominal de mulheres”.

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