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Especiais Performance

Controle mental e o esporte de alto rendimento

A força mental está diretamente relacionada ao desempenho do atleta

23/10/2019 15h45
Por: Jean Hipólito Fonte: UnisportBrasil
Sky Sports
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Para os praticantes de esporte, está se tornando comum a presença de profissionais de diferentes áreas da saúde, entre elas, a psicologia. Além de vários fatores, além da força dos times, existem grandes influencias nos resultados e devem ser trabalhados com a mesma atenção: a saúde mental do atleta.

O especialista em neurociência, Emílio Takase, afirmou que as pessoas dependem somente de 2/3 do cérebro para realizar as atividades diárias, se for considerado o sistema visual e motor. No mesmo trabalho, Takase também destaca que outros pesquisadores comprovaram a importância do equilíbrio mental na busca por resultados.

Quem nunca viu um jogador de basquete errar um arremesso que para ele é comum acertar durante os seus treinos, mas que em uma situação de pressão, por exemplo próximo ao estouro do cronômetro, simplesmente não consegue efetuar a mecânica correta do movimento.

A explicação mais razoável para esse fenômeno está ligada “a força mental”. Por algum motivo, esse atleta não sentiu a confiança suficiente para fazer os pontos da vitória — seja porque duvidou da sua capacidade ou se desconcentrou com o barulho da torcida. Naquele segundo, ele tomou a decisão errada.

Também existem atletas que são conhecidos pela sua resiliência e capacidade de entregar a melhor performance nos momentos de tensão. Novak Djokovic pode não ser tão talentoso como Roger Federer ou Rafael Nadal, mas é capaz de subir de nível e vencer pontos importantes quando precisa.

Por isso, a comissão técnica deve se preocupar com a inteligência emocional dos seus atletas. O esporte tem diversos benefícios para a mente, como o desenvolvimento do cérebro e o estímulo à garra e força de vontade.

A sua função é potencializar os resultados e prepará-los para lidar com a pressão, como veremos a seguir.

CONTROLAR OS EFEITOS DA DOR

A força mental explica a capacidade de alguns atletas, mesmo lesionados, terem um bom desempenho. O corpo humano é capaz de produzir anestésicos naturais, como a morfina, que têm os mesmos efeitos dos remédios encontrados nas farmácias. É por isso que algumas pessoas não sentem dor em acidentes graves.

É claro que, em casos extremos, como uma lesão séria no joelho, o jogador não tem condições de continuar na partida. Porém, em provas de tiro curto, ele será capaz de atrasar a sensação até completar o percurso. O mesmo vale para as provas de resistência, quando o corpo se regula para manter o ritmo.

Para inibir a dor, a dica é trabalhar a concentração e técnicas de auto-hipnose. Os resultados aparecem com o conhecimento do próprio corpo, quando o atleta consegue competir sem os sintomas ou de uma forma que eles não atrapalhem o seu rendimento.

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